sábado, 18 de julho de 2009

Santidade: uma busca do Cristão

Dos raros adeptos da doutrina da predestinação, observo uma tendência a associar predestinação com irresponsabilidade. "Se o Senhor me escolheu, então posso fazer o que eu quiser, porque sou salvo mesmo..."
No entanto, o Senhor não é irresponsável, muito menos displicente com os seus.
O Apóstolo João aconselha e esclarece de maneira direta como um filho de Deus, um servo do Senhor se comporta.
Transcreverei o texto:
"Filhinhos, agora permaneçam nele para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e não sejamos envergonhados diante dele na sua vinda. Se vocês sabem que ele é justo, saibam também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele. Vejam como é grande o amor que o Pai nos concedeu: sermos chamados Filhos de Deus, o que de fato somos! Por isso o mundo não nos conhece, porque não o conheceu. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é. Todo aquele que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro. Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei, de fato, o pecado é a transgreção da Lei. Vocês sabem que ele se manifestou para tirar os nossos pecados, e nele não há pecado. Todo aquele que nele permanece não está no pecado, Todo aquele que está no pecado não o viu nem o conheceu. Filhinhos, não deixem que ninguém os engane. Aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo. Aquele que pratica o pecado é do Diabo, porque o Diabo vem pecando desde o princípio. Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo. Todo aquele que é nascido de Deus não pratica o pecado, porque a semente de Deus permanece nele; ele não pode estar no pecado, porque é nascido de Deus. Desta forma sabemos quem são os filhos de Deus e quem são os filhos do Diabo: quem não pratica a justiça não procede de Deus, tampouco quem não ama seu irmão." (I João 2:28-29; I João 3:01-10) NVI
Esse texto é lindo, e trás revelações maravilhosas. A primeira revelação de João é o presente que Deus nos deu, o de ser chamados filhos de Deus, o que João disse que de fato somos (ressalto que ele está falando de novos nascidos, não de todo mundo). Depois que João diz essa linda revelação, pela qual devemos ser muito gratos ao Pai, ele diz como se comporta quem é filho de Deus. É uma confusão muito comum cristãos verem as coisas que aqui João diz como CONDIÇÕES para ser filho de Deus, mas a mim me parece que ele não diz essas coisas como condições, mas como consequências. Entendo que quando João diz que quem é filho de Deus se purifica, ele não está usando um imperativo, "purifique-se", mas dizendo o que naturalmente o filho de Deus faz, se purifica. Isto porque o filho de Deus tem a esperança que João falou, a esperança de que quando Cristo se manifestar, este se tornará semelhante a Cristo. Deus seja louvado por isso!!! João afirma também que quem é filho de Deus não pratica o pecado, isto entendo como tendência, no sentido de que quem é filho de Deus não busca o pecar, não tem o pecado como regra de sua existência, mas como fruto de suas falhas. De fato, entendo que a grande mensagem de João é esta: Quem é filho de Deus pratica a justiça, se torna semelhante a Ele, se purifica, porque se alguém assim o declarar, e não agir dessa maneira, é porque não é filho de Deus, pois o filho se parece com o Pai, e se este filho se parece com outro pai, é porque não é filho do primeiro.
Enfim, é importante dizer que a vida de santificação, a busca pela purificação, os atos de justiça são praticados pelos filhos de Deus, não como condição para ser salvo, não como uma busca pela salvação, mas como consequência da salvação que este recebeu do Pai, da qual não tem dúvidas, mas é muito grato. Que Deus abençoe a todos.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

E o livre arbítrio, onde fica?

O que irei dizer agora é bem polêmico. A grande e esmagadora parcela de cristãos que conheço são adeptos do que chamo de doutrina do livre arbítrio, e qualquer visão contrária a essa posição é tratada como heresia.
Espero a paciência do leitor, mesmo se adepto da doutrina do livre arbítrio, para ler tudo o que tenho a dizer. Se não concordar, respeitosamente desejo que simplesmente ignore, é direito do leitor. Minha intenção aqui é dizer o que penso, não "fazer discípulos...".
Começando.
Não vejo na Bíblia Sagrada qualquer texto, mesmo versículo, que fundamente a doutrina do livre arbítrio. O que se usa muito é textos descontextualizados e distorções de interpretação para se fundamentar tal doutrina, que diga-se de passagem surgiu da autoria de um certo santo filósofo católico.
Para fundamentar minha afirmação transcrevo o seguinte texto:

"Noutras palavras, não são os filhos naturais que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa é que são considerados descendência de Abraão. Pois foi assim que a promessa foi feita: 'No tempo devido virei novamente, e Sara terá um filho'. E esse não foi o único caso: também os filhos de Rebeca tiveram um mesmo pai, nosso pai Isaque. Todavia, antes que os gêmeos nascessem, ou fizessem qualquer coisa boa ou má - a fim de que o propósito de Deus conforme a eleição permanecesse, não por obras, mas por aquele que chama - foi dito a ela: 'o mais velho servirá ao mais novo'. Como está escrito: 'Amei Jacó, mas rejeitei Esaú'. E então que diremos? Acaso Deus é injusto? De maneira nenhuma! Pois ele diz a Moisés: 'Terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão'. Portanto, isso não depende do desejo ou do esforço humano, mas da misericórdia de Deus. Pois a Escritura diz ao faraó: 'Eu o levantei exatamente com este propósito: mostrar em você o meu poder, e para que o meu nome seja proclamado em toda a terra'. Portanto, Deus tem misericórdia de quem ele quer, e endurece a quem ele quer. Mas algum de vocês me dirá: 'Então por que Deus ainda nos culpa? Pois, quem resiste à sua vontade?' Mas quem é você, ó homem, para questionar a Deus? Acaso aquilo que é formado pode dizer ao que o formou: 'Por que me fizeste assim?' O oleiro não tem direito de fazer do mesmo barro um vaso para fins nobres e outro para uso desonroso? E se Deus, querendo mostrar a sua ira e tornar conhecido o seu poder, suportou com grande paciência os vasos de sua ira, preparados para a destruição? Que dizer, se ele fez isto para tornar conhecidas as riquezas de sua glória aos vasos de sua misericórdia, que preparou de antemão para glória ou seja, a nós, a quem também chamou, não apenas dentre os judeus, mas também dentre os gentios?" (Carta de Paulo aos Romanos 9: 8-24). NVI
O texto é pesado, sim, mas também é claro. Esta declaração de Paulo deixa evidente a soberania de Deus. Paulo deixa claro que Deus escolhe os seus, segundo Seu arbítrio, não um arbítrio humano, como no versículo 16 que afirma veementemente que não é por desejo ou esforço humano a escolha de Deus, mas por misericórdia dEle.
Não apenas esse texto, mas toda a Escritura Sagrada põe a autoridade de decisão na mão de Deus, apresentando-o como Soberano e Senhor de todas as decisões. Esta tendência das Escrituras, fundamentada principalmente nesta declaração de Paulo, bate de frente com qualquer tendência do livre arbítrio. Mais uma vez me parece claro que é a misericórdia de Deus que salva, segundo os desígnios do Senhor, nos critérios misteriosos do Mestre, para a Sua glória, não a nossa.
Voltaremos ao assunto, e que Deus abençoe a todos.

Pecador. E agora? Pra ser salvo, como fazer?

Na cultura evangélica contemporânea é dito que pra se ser salvo é necessário "aceitar a Jesus como salvador e Senhor", num entendimento de que a salvação vem por uma convicção intelectual. Há também vertentes que entendem que a salvação se consegue por boas obras, ou por deixar de fazer coisas que são pecado.
Entendo que ninguém é mais apropriado pra falar sobre Salvação que o próprio Jesus, portanto, tomarei como texto básico da explanação o texto do capítulo 3 do Evangelho de João. Aconselho que antes das declarações seguintes o leitor interessado leia o texto, do versículo 1 ao versículo 21, ou seja João 3:1-21.
Entendo que a parte mais importante da declaração do Messias seja a afirmação de que nascendo de novo é que se obtém o Reino de Deus, ou seja, que se alcance a salvação. O meio evangélico centra a salvação no crer em Jesus. Evidentemente que quem é cristão crê em Jesus, e é evidente quem não crer em Jesus, não é salvo. Entretanto, entendo que a salvação não vem pelo crer, mas o crer vem pela salvação. Um outro texto vejo como importante para reafirmar esta declaração: "Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos. (Carta de Paulo aos Efésios 2:8-10) NVI.
Paulo nesta afirmação deixa claro que a salvação vem por graça de Deus, um presente, e esta graça, a salvação, nos vem por outro presente, a Fé, e mesmo essa fé não vem de nós mesmos, não é uma convicção vinda de nossas decisões, mas um dom de Deus. Por fim Paulo explica que não é por boas obras que somos salvos, para que ninguém se glorie, mas que somos criados para que façamos boas obras, ou seja, as boas obras que um cristão pratica são consequência desta salvação, não a causa dela.
Voltando ao texto de João, pode parecer a princípio que o texto é obscuro na explicação, isto porque como o próprio texto diz, o Espírito Santo age de formas que não podemos entender. Mas o fato é que sem esse presente de Deus, o Novo Nascimento pelo Espírito Santo, segundo as palavras do Mestre, não há como ser salvo.
Concluindo, acredito que a salvação se recebe não por uma aceitação (como se Cristo fosse uma mercadoria), ou por uma decisão pessoal, mas por um dom de Deus, o novo nascimento, que acaba nos dando uma nova natureza. Se alguém estiver em dúvida, é só perguntar. Voltaremos ao assunto. Deus abençoe a todos.

Por que pecadores?

Uma pergunta que certamente merece resposta: Por que Adão e Eva pecaram e eu também sou pecador? Que responsabilidade tenho pelas ações deles?
A Bíblia afirma na carta de Paulo aos Romanos que: "Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram;" (Romanos 5:12) NVI.
No texto Paulo afirma que não só herdamos de Adão a condição de Pecadores, mas também herdamos dele a condição de morte. Mas discutiremos por hora apenas o pecado.
Ainda na carta aos Romanos Paulo afirma que "Não há nenhum justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nenhum sequer. Suas gargantas são um túmulo aberto; com suas línguas enganam. Veneno de serpentes está em seus lábios. Suas bocas estão cheias de maldição e amargura. Seus pés são ágeis para derramar sangue; ruína e desgraça marcam os seus caminhos, e não conhecem o caminho da paz. Aos seus olhos é inútil temer a Deus." (Rom. 3:09-18). NVI
O Apóstolo Paulo é enfático no texto ao afirmar que sem excessão alguma não há qualquer ser-humano que seja justo aos olhos de Deus, ressaltando as características e eventuais consequências das decisões que nós somos inclinados a tomar.
Se de fato somos assim, todos pecadores, todos com essa natureza ruim, o que fazer? Como sermos salvos? Que chance temos? No próximo Post discutirei, pois está tarde e já estou com sono. Deus abençoe a todos.

Pecado? O que é?

Todas as vertentes do cristianismo defendem que somos pecadores, mas, o que é pecado? O que fazemos que é pecado?
É muito comum ao se perguntar o que é pecado receber como resposta o texto Bíblico da Carta de Paulo as Gálatas 5:19-21 (Versão NVI), que diz o seguinte: "Ora, as obras da carne são manifestas; imoralidade sexual, impureza e libertinagem, idolatria e feitiçaria, ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja, embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti: Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus."
No entanto, o texto não diz O QUE É PECADO, mas o que são AS OBRAS DA CARNE, as obras de quem vive na carne, no caso, o que é CONSEQUÊNCIA DO PECADO. Entendo que essas práticas não sejam o pecado (origem da condenação), mas um sintoma ou consequência do mesmo. Tanto que pouco sucesso tem alguém que de uma hora pra outra, por uma crise de consciência, ou pressão de alguém, tentar abandonar uma dessas práticas, porque as mesmas são um sintoma do problema que a pessoa tem, não a causa. Não estou justificando essas práticas, pelo contrário, reafirmo que são prejudiciais e impuras, mas as mesmas não são O PECADO, são sintomas de quem está na condição de pecado.
Observemos a origem do pecado, lá no começo da história, em Gênesis, no episódio da queda do homem:
Sugiro que o leitor leia o texto, pois não estou disposto a transcrevê-lo todo agora: Gênesis 3:1-7.
Este primeiro trecho tem algumas afirmações interessantes.
A serpente induziu a mulher a comer do fruto (que não era maçã...) usando o argumento de que se comesse do fruto, se tornaria como Deus. O seguinte versículo merece ser destacado: Gen. 3:06: "Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos, e, além disso DESEJÁVEL PARA DELA SE OBTER DISCERNIMENTO (destaque meu), tomou do seu fruto, comeu-o e deu a seu marido, que comeu também.
O destaque que observo no texto é o fato da mulher ver a árvore como desejável para dela se obter discernimento. Ora, se a árvore era desejável para obter discernimento, evidentemente a mulher (e o seu marido) não tinham essa habilidade (de discernir) antes de comer da árvore.
Para reforçar a idéia, o versículo seguinte afirma que logo que comeram do fruto PERCEBERAM que estavam nus, e juntaram folhas de figueiras para cobrirem-se. Interessante que só notaram que estavam nus após comer do fruto. Isso significa que esta condição não era por eles notada antes de comer do fruto. Quero dizer que o discernimento de alguma condição, e a habilidade de julgar, decidir, entre o bem e o mal não existia em Adão e Eva antes que eles comessem do fruto. Entendo aí que o pecado (erro) dos dois não foi tão somente comer do fruto proibido, mas adquirir uma habilidade que não era para eles terem. Baseado principalmente neste relato, entendo que pecado é a independência que temos de Deus, é a condição ou fato de decidirmos por nós mesmos o que fazer, quase sempre metendo os pés pelas mãos. Portanto, acredito que pecado não é idolatria, matar, roubar etc, mas a independência que o ser-humano tem de Deus, que acaba lhe induzindo a "produzir" essas obras da carne.
Voltaremos ao assunto. Deus abençoe a todos.

Quem é Jesus Cristo?

Jesus Cristo sem dúvida foi a pessoa de presença mais impactante na história humana. Muito se discute sobre este homem. Os cristãos afirmam veementemente sua divindade, e há aqueles que ainda hoje (depois de 2000 anos) ainda tentam ridicularizá-lo. Entretanto, sua presença foi tão forte que nem em 2000 anos se consegue apagar seu nome da história. Mas quem foi esse homem? O que ele fez de tão importante?No Evangelho de João, a partir do primeiro versículo do primeiro capítulo, há a seguinte declaração: "No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. Ele Estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito. Nele estava a vida, e esta era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram. (...). Aquele que era a Palavra estava no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus. Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade. (S. João 1:1-5; 10-14) NVISegundo o apóstolo João, neste Evangelho, Jesus não é ninguém menos que o próprio Deus, enquanto filho de Deus, e sempre em comunhão com Deus. João também afirma que Jesus é a Palavra mediante a qual tudo que existe foi feito, sendo Ele a origem de toda a Vida.Mas por que alguém de tanta importância veio ao mundo? Se Ele é tão poderoso, tão importante, por que acabou sendo morto? Na próxima postagem expressarei mais sobre o assunto. Que Deus abençoe a todos.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Primeira Impressão

Gostaria que os amigos que perderam seu tempo visitando meu blog dissessem algo que quisessem como primeira impressão. Obrigado.