sexta-feira, 9 de julho de 2010

O Evangelho

Não conheço quase nada dos populares grupos e cantores gospel, até porque não gosto da maneira que eles encaram música sacra... Mas em meio destes, às vezes encontro algumas letras que entendo que mereçam uma atenção maior... Uma destas, é esta, "O Evangelho", do grupo Logos

O Evangelho
Grupo Logos
Composição: Paulo Cezar
Eu sinto verdadeiro espanto no meu coração
Em constatar que o evangelho já mudou.
Quem ontem era servo agora acha-se Senhor
E diz a Deus como Ele tem que ser ...
Mas o verdadeiro evangelho exalta a Deus
Ele é tão claro como a água que eu bebi
E não se negocia sua essência e poder
Se camuflado a excelência perderá!
O evangelho é que desvenda os nossos olhos
E desamarra todo nó que já se fez
Porém, ninguém será liberto, sem que clame
Arrependido aos pés de Cristo, o Rei dos reis.
O evangelho mostra o homem morto em seu pecar
Sem condições de levantar-se por si só
A menos que, Jesus que é justo, o arranque de onde está
E o justifique, e o apresente ao Pai.
Mostra ainda a justiça de um Deus
Que é bem maior que qualquer força ou ficção
Que não seria injusto se me deixasse perecer
Mas soberano em graça me escolheu
É por isso que não posso me esquecer
Sendo seu servo, não Lhe digo o que fazer
Determinando ou marcando hora para acontecer
O que Sua vontade mostrará.
O evangelho é que desvenda os nossos olhos
E desamarra todo nó que já se fez
Porém, ninguém será liberto, sem que clame
Arrependido aos pés de Cristo, o Rei dos reis.
Porém, ninguém será liberto, sem que clame
Arrependido aos pés de Cristo, o Rei dos reis.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O amor

Para descontrair um pouco, tomo a liberdade (o blog é meu mesmo...) para transcrever um soneto que escrevi há seis anos, inspirado em 1 Coríntios 13.

Agape
(Santificado)

Por que insistes que é amor o que me sentes
Se quer-me sempre aprisionado aqui contigo?
O amor não prende, antes canta liberdade
E satisfaz-se por amar a sós consigo

O amor não é verbo conjugado pelos lábios
Antes é fogo que incendeia e não consome
Me aquece a alma por deixar-te em liberdade
Até chamar-me suavemente pelo nome

O amor não pesa e sim retira-me o fardo
De confundi-lo com paixão, amor de tolos
Que se embriagam na luxúria do pecado

O amor não busca os interesses do egoísmo
Antes se entrega de bom grado ao sacrifício
Este é o mistério de um amor santificado.

Jader Ibrahim - 02/06/2004