O que irei dizer agora é bem polêmico. A grande e esmagadora parcela de cristãos que conheço são adeptos do que chamo de doutrina do livre arbítrio, e qualquer visão contrária a essa posição é tratada como heresia.
Espero a paciência do leitor, mesmo se adepto da doutrina do livre arbítrio, para ler tudo o que tenho a dizer. Se não concordar, respeitosamente desejo que simplesmente ignore, é direito do leitor. Minha intenção aqui é dizer o que penso, não "fazer discípulos...".
Começando.
Não vejo na Bíblia Sagrada qualquer texto, mesmo versículo, que fundamente a doutrina do livre arbítrio. O que se usa muito é textos descontextualizados e distorções de interpretação para se fundamentar tal doutrina, que diga-se de passagem surgiu da autoria de um certo santo filósofo católico.
Para fundamentar minha afirmação transcrevo o seguinte texto:
"Noutras palavras, não são os filhos naturais que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa é que são considerados descendência de Abraão. Pois foi assim que a promessa foi feita: 'No tempo devido virei novamente, e Sara terá um filho'. E esse não foi o único caso: também os filhos de Rebeca tiveram um mesmo pai, nosso pai Isaque. Todavia, antes que os gêmeos nascessem, ou fizessem qualquer coisa boa ou má - a fim de que o propósito de Deus conforme a eleição permanecesse, não por obras, mas por aquele que chama - foi dito a ela: 'o mais velho servirá ao mais novo'. Como está escrito: 'Amei Jacó, mas rejeitei Esaú'. E então que diremos? Acaso Deus é injusto? De maneira nenhuma! Pois ele diz a Moisés: 'Terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão'. Portanto, isso não depende do desejo ou do esforço humano, mas da misericórdia de Deus. Pois a Escritura diz ao faraó: 'Eu o levantei exatamente com este propósito: mostrar em você o meu poder, e para que o meu nome seja proclamado em toda a terra'. Portanto, Deus tem misericórdia de quem ele quer, e endurece a quem ele quer. Mas algum de vocês me dirá: 'Então por que Deus ainda nos culpa? Pois, quem resiste à sua vontade?' Mas quem é você, ó homem, para questionar a Deus? Acaso aquilo que é formado pode dizer ao que o formou: 'Por que me fizeste assim?' O oleiro não tem direito de fazer do mesmo barro um vaso para fins nobres e outro para uso desonroso? E se Deus, querendo mostrar a sua ira e tornar conhecido o seu poder, suportou com grande paciência os vasos de sua ira, preparados para a destruição? Que dizer, se ele fez isto para tornar conhecidas as riquezas de sua glória aos vasos de sua misericórdia, que preparou de antemão para glória ou seja, a nós, a quem também chamou, não apenas dentre os judeus, mas também dentre os gentios?" (Carta de Paulo aos Romanos 9: 8-24). NVI
O texto é pesado, sim, mas também é claro. Esta declaração de Paulo deixa evidente a soberania de Deus. Paulo deixa claro que Deus escolhe os seus, segundo Seu arbítrio, não um arbítrio humano, como no versículo 16 que afirma veementemente que não é por desejo ou esforço humano a escolha de Deus, mas por misericórdia dEle.
Não apenas esse texto, mas toda a Escritura Sagrada põe a autoridade de decisão na mão de Deus, apresentando-o como Soberano e Senhor de todas as decisões. Esta tendência das Escrituras, fundamentada principalmente nesta declaração de Paulo, bate de frente com qualquer tendência do livre arbítrio. Mais uma vez me parece claro que é a misericórdia de Deus que salva, segundo os desígnios do Senhor, nos critérios misteriosos do Mestre, para a Sua glória, não a nossa.
Voltaremos ao assunto, e que Deus abençoe a todos.
Espero a paciência do leitor, mesmo se adepto da doutrina do livre arbítrio, para ler tudo o que tenho a dizer. Se não concordar, respeitosamente desejo que simplesmente ignore, é direito do leitor. Minha intenção aqui é dizer o que penso, não "fazer discípulos...".
Começando.
Não vejo na Bíblia Sagrada qualquer texto, mesmo versículo, que fundamente a doutrina do livre arbítrio. O que se usa muito é textos descontextualizados e distorções de interpretação para se fundamentar tal doutrina, que diga-se de passagem surgiu da autoria de um certo santo filósofo católico.
Para fundamentar minha afirmação transcrevo o seguinte texto:
"Noutras palavras, não são os filhos naturais que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa é que são considerados descendência de Abraão. Pois foi assim que a promessa foi feita: 'No tempo devido virei novamente, e Sara terá um filho'. E esse não foi o único caso: também os filhos de Rebeca tiveram um mesmo pai, nosso pai Isaque. Todavia, antes que os gêmeos nascessem, ou fizessem qualquer coisa boa ou má - a fim de que o propósito de Deus conforme a eleição permanecesse, não por obras, mas por aquele que chama - foi dito a ela: 'o mais velho servirá ao mais novo'. Como está escrito: 'Amei Jacó, mas rejeitei Esaú'. E então que diremos? Acaso Deus é injusto? De maneira nenhuma! Pois ele diz a Moisés: 'Terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão'. Portanto, isso não depende do desejo ou do esforço humano, mas da misericórdia de Deus. Pois a Escritura diz ao faraó: 'Eu o levantei exatamente com este propósito: mostrar em você o meu poder, e para que o meu nome seja proclamado em toda a terra'. Portanto, Deus tem misericórdia de quem ele quer, e endurece a quem ele quer. Mas algum de vocês me dirá: 'Então por que Deus ainda nos culpa? Pois, quem resiste à sua vontade?' Mas quem é você, ó homem, para questionar a Deus? Acaso aquilo que é formado pode dizer ao que o formou: 'Por que me fizeste assim?' O oleiro não tem direito de fazer do mesmo barro um vaso para fins nobres e outro para uso desonroso? E se Deus, querendo mostrar a sua ira e tornar conhecido o seu poder, suportou com grande paciência os vasos de sua ira, preparados para a destruição? Que dizer, se ele fez isto para tornar conhecidas as riquezas de sua glória aos vasos de sua misericórdia, que preparou de antemão para glória ou seja, a nós, a quem também chamou, não apenas dentre os judeus, mas também dentre os gentios?" (Carta de Paulo aos Romanos 9: 8-24). NVI
O texto é pesado, sim, mas também é claro. Esta declaração de Paulo deixa evidente a soberania de Deus. Paulo deixa claro que Deus escolhe os seus, segundo Seu arbítrio, não um arbítrio humano, como no versículo 16 que afirma veementemente que não é por desejo ou esforço humano a escolha de Deus, mas por misericórdia dEle.
Não apenas esse texto, mas toda a Escritura Sagrada põe a autoridade de decisão na mão de Deus, apresentando-o como Soberano e Senhor de todas as decisões. Esta tendência das Escrituras, fundamentada principalmente nesta declaração de Paulo, bate de frente com qualquer tendência do livre arbítrio. Mais uma vez me parece claro que é a misericórdia de Deus que salva, segundo os desígnios do Senhor, nos critérios misteriosos do Mestre, para a Sua glória, não a nossa.
Voltaremos ao assunto, e que Deus abençoe a todos.
Cara, ficou muito bom seu blog, Jader.Espero que muitos possam compreender a respeito das coisas de Deus. Mas mesmo aqueles que tiverem alguma dúvida, continuem acreditando pregando aquilo que lhes foi ensinado por Jesus. Para que um dia no Céu, Deus possa revelar todos os mistérios que não cabe ao homem saber nesse momento.
ResponderExcluirJader,
ResponderExcluirJá conversamos um dia sobre esse assunto. Realmente é um caso de estudo e compreensão polêmica, pois temos um cristianismo hoje que prega a salvação como escolha pessoal, decisão individual.
Concordo que Deus levante o justo para mostrar sua misericória e o mal para mostrar sobre ele Seu poder. Mas ainda acho suas palavras curtas para tal assunto. Acredito que este tema mereça um post melhor construido e mais esclarecedor.
Capto suas idéias nele passadas mas porque já estudei muito também a Palavra. Mas o cristão comum acostumado a ouvir apenas o pastor no púpito e não abrir a palavra toda semana para ler ficará sem entender seu objetivo.
Acredito que você possa explorar e explicar melhor este tema mais à frente.
Firmes e fortes na fé, sempre!
Abraços.