quinta-feira, 8 de julho de 2010

O amor

Para descontrair um pouco, tomo a liberdade (o blog é meu mesmo...) para transcrever um soneto que escrevi há seis anos, inspirado em 1 Coríntios 13.

Agape
(Santificado)

Por que insistes que é amor o que me sentes
Se quer-me sempre aprisionado aqui contigo?
O amor não prende, antes canta liberdade
E satisfaz-se por amar a sós consigo

O amor não é verbo conjugado pelos lábios
Antes é fogo que incendeia e não consome
Me aquece a alma por deixar-te em liberdade
Até chamar-me suavemente pelo nome

O amor não pesa e sim retira-me o fardo
De confundi-lo com paixão, amor de tolos
Que se embriagam na luxúria do pecado

O amor não busca os interesses do egoísmo
Antes se entrega de bom grado ao sacrifício
Este é o mistério de um amor santificado.

Jader Ibrahim - 02/06/2004

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